O ano de 2020 está sendo atípico em diversos aspectos, e, por isso, a economia tem sido bastante afetada. A produção de resinas plásticas acabou sendo impactada, gerando incertezas acerca da oferta e do abastecimento de diversos tipos de materiais.

Com o decreto do lockdown, ou seja, restrição da circulação de pessoas, em diversos países do mundo, a demanda e a oferta de matéria prima para a produção de plásticos sofreram mudanças. Diversas alterações ao longo do ano causaram um desabastecimento global de alguns tipos de resinas.

Desde o início do ano os preços dos insumos têm variado com frequência, sofrendo aumentos constantes, que, em alguns casos, chegou a 40%. Após a parada de produção de bens não essenciais em vários locais do mundo, as plantas petroquímicas também tiveram sua produção alterada.

Além da parada pela pandemia, houve também a chegada do furacão Laura ao sul dos Estados Unidos, importante exportador mundial, o que fez com que diversas indústrias de petróleo, matéria prima do plástico, ficassem fechadas por aproximadamente duas semanas, diminuindo consideravelmente sua produção, já inferior ao habitual. Quando há um furacão de grande impacto, como foi o Laura, não só a segurança dos trabalhadores é considerada para a parada da produção. Também há desabastecimento de energia e alteração nos processos logísticos, já que as linhas férreas de escoamento são fechadas. Entretanto, o número significativo de paralizações não gerou queda associada no mercado, ou seja, a oferta de produtos diminuiu, porém, a demanda, não. A resina plástica segue sendo base para produção de diversos produtos essenciais.

o Brasil, hoje, muitas resinas são importadas dos Estados Unidos, da Argentina e da Colômbia, já que o mercado interno não é capaz de suprir a demanda nacional. Os países dos quais mais importamos não conseguiram manter suas produções e embarcar a mesma quantidade de produtos dos últimos anos, fazendo com que alguns insumos ficassem escassos por aqui. A produção norte-americana, por exemplo, deverá primeiramente suprir as necessidades locais, para que depois os demais países voltem a ser abastecidos.

A produção interna brasileira não sofreu grandes alterações, a lacuna existente é proveniente dos produtos importados. A alta demanda gerou uma bolha de consumo de produtos essenciais no Brasil, vários dependentes de plástico. Como o produtor local não consegue suprir toda a necessidade, houve até outubro, e continuará havendo, limitação no abastecimento. A falta de resinas não é absoluta, pois alguns tipos continuam sendo produzidos dentro da quantidade média.

Anualmente ocorrem as grandes paradas para a manutenção das petroquímicas no Brasil. Neste ano, as paradas foram canceladas e adiadas para 2021, para que o impacto na produção de insumos para o mercado interno continue. Ainda assim, acredita-se que existe, sim, a possibilidade de falta momentânea de insumos.

As grandes empresas do ramo de plástico se precaveram e abasteceram seus estoques no momento do primeiro aumento significativo, e, portanto, conseguirão atender seus clientes dentro do prazo e sem repassar a grande inflação no preço dos produtos. Assim, não haverá problemas ou quebra de confiança, mas é importante que haja cuidado ao realizar novos contratos, pois o volume de material e seu preço têm variado bastante, e é mais indicado que a matéria prima esteja totalmente garantida antes de afirmar um novo compromisso.

Fontes:
ARANDANET. Análise. O atual cenário do mercado de resinas. Disponível em: <https://www.arandanet.com.br/revista/pi/noticia/887-Analise.-O-atual-cenario-do-mercado-de-resinas.html>.
ABC DO ABC. Indústria reaquece, mas sofre com reajustes excessivos de insumos. Disponível em: < https://www.abcdoabc.com.br/ribeirao-pires/noticia/industria-reaquece-mas-sofre-reajustes-excessivos-insumos-107867>.
E-COMMERCE BRASIL. Pandemia causa escassez de insumos na indústria e encarece embalagens. Disponível em: <https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/escassez-industria-embalagens-coronavirus/>.
PLÁSTICOS EM REVISTA. Resinas Termoplásticas – Cenário de abastecimento nacional e mundial para o 4º trimestre. III Webinar. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2v2Z-imYOW0&feature=youtu.be>

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